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29.12.11

Resenha - SOLANIN #01





Okaeri, leitores-san!

Repararam que o blog ganhou um novo visual? Aproveitei essa época de festividades e virada de ano para engrenar uma "nova fase" ao blog, dando seguimento às postagens de maneira bem mais regular, e para dar uma "animada" no layout do YK. Ainda falta um banner (alí pro topo da página) para fechar o novo visual, mas espero que a mudança tenha agradado desde já!

Novos rumos e novas oportunidades. Essas são palavras que também rondaram o mercado de mangás brasileiro em 2011 e que, muito provavelmente, devem continuar a se fazer presentes em 2012. A Panini Brasil se comprometeu a não cancelar mais mangás lançados por aqui, firmando essa credibilidade por meio do lançamento do mangá Record of Lodoss War: Dama de Pharis #02 após longos três anos de hiato; a Editora JBC deu continuidade ao mangá Neon Genesis Evangelion (no formato meio-tanko), antes cancelado pela Conrad/IBEP, inclusive com seu relançamento em formato tankobon (apesar da qualidade lastimável); e a editora NewPOP trouxe ao nosso mercado novas obras do consagrado "pai dos mangás" Osamu Tezuka, como Metropolis e Dororo; além de diversos outros "avanços" que vocês acompanharam por aqui ou pelos blogs parceiros (na barrinha alí à direita) ao longo desse ano.

26.12.11

Resenha - CDZ NEXT DIMENSION #01


Bem-vindos de volta, caros leitores!

Dando continuidade às postagens atrasadas do blog, trago aqui mais uma resenha para vocês! Como se pode perceber, tentarei resenhar cada volume dos mangás que conseguir acompanhar ao passo que forem saindo por aqui. E, para isso, estou tentando tirar o atraso do que está "encalhado" de 2011... rs!

Após a CEIA de Natal, vamos falar sobre o SEIYA de Pégaso! xD (Piadinha escrota que vi no Facebook e no Twiiter...) 

25.12.11

Resenha - KOBATO #01



Olá, caros leitores!

Antes de qualquer coisa, deixo aqui minhas felicitações para o Natal e, de antemão, para o Ano Novo! 

Em seguida, e mais uma vez, deixo sinceras desculpas pela minha falta de atualização no blog. Sei que quem acompanha o Yon-Koma sempre fica na expectativa de novas postagens e, por isso, adotarei medidas que minimizem esse hiato entre elas. Não é muito do meu agrado, mas passarei a deixar alguns posts "de molho" a fim de evitar esses imprevistos da minha vida offline.

Agora chega de desculpas e vamos ao que interessa, afinal, vocês já passaram tempo demais esperando! A seguir, entrem no clima de fim de ano (Natal & Ano Novo) conhecendo um pouco sobre o mangá Kobato!

16.7.11

Yokoso, Aishi Aisare!

Olá, leitores! 

Em comemoração ao meu primeiro dia de obrigações encerradas com a faculdade, trago para vocês mais uma resenha de mangá! A segunda desse humilde blog, mas a primeira sobre um título shoujo/josei romântico redundância?!

Peguem papel e caneta e preparem-se para considerar os prós e contras de...


Logo de cara somos apresentados à Asuka Nogi, uma jovem garota de vinte e tantos anos eu não lembro de ter visto a idade dela no mangá que sofre de um amor platônico há 15 anos e que adora surfar, e ao jovem Taihei, amigo de infância e fiel escudeiro de Asuka. Como não poderia deixar de ser, ele é o príncipe encantado dos sonhos da nossa protagonista. Ah, mais um detalhe: Taihei já tem uma namorada.

Durante todos esses anos de "amor não correspondido", Asuka sempre fez o máximo para não demonstrar seus sentimentos, por achar que seu amigo não a enxerga(ria) como "mulher", mas apenas como amiga de infância o que se mostra verdade mais a frente, apesar de certos acontecimentos.... Por isso, mesmo com várias oportunidades para se declarar, nossa protagonista  guardou esse sentimento apenas para si (quem não já passou por isso, hein?).


19.6.11

A Saga dos Tablets Continua...

Há quanto tempo, leitores!

Apesar de uma "chuva" de postagens recentes aqui no blog, fazia tempo que não comentava algo relacionado ao meu campo profissional (Economia). E me desculpem, sem tempo/paciência para organizar imagens ao longo do texto... rsrs

Bom, vou pegar a deixa de algo que é comum nas postagens (críticas à infraestrutura brasileira) de Ana Cláudia, do blog Unknown Caller, mais precisamente no que se refere ao post Itudo: nunca vi, nem comi. Só ouvi falar.

Tivemos algumas febres mundiais nos últimos dois anos, mas entre as que afetaram diretamente a sociedade brasileira é impossível não lembrar dos tablets - em parte porque foi alvo de "campanhas", como a do #PreçoJusto e, por outro lado, por ainda estarmos inseridos nesse boom. 

O fato é que muitos reclamam do preço do produto no mercado nacional, uns em relação ao valor pago no produto adquirido internamente e outros por, mesmo importando, considerarem que o valor desembolsado é injusto.

Entretanto, em acordo com o governo brasileiro, a Foxxcom, empresa responsável pela (futura) produção dos tablets em território nacional, divulgou que o preço final deve sair cerca de 40% mais barato que o praticado atualmente, já considerando as isenção fiscais concedidas pela "Lei da Informática". Excelente, não é? Ainda mais animador é o fato de a produção ter inicío já em Julho!

"A empresa asiática Foxconn adiou para setembro o início da sua produção de tablets no Brasil, que estava prevista para começar em julho".

OPS! Conforme notícia divulgada pelo Estadão na última sexta-feira (17), devido a problemas estruturais - construção de vias de acesso e falta de profissionais qualificados - a Foxxcom foi obrigada a adiar sua atividade produtiva para setembro! Volto a repetir... ainda mais "animador" é o fato de ouvirmos nosso Ministro da Ciência e Tecnologia, Aloizio Mercadante, a respeito de sua preocupação com o caso...

"Mas isso não faz diferença nenhuma, não é relevante, um mês a mais ou um mês a menos. Quem quiser comprar tablet vai ter esperar um pouco mais".

É bom estarmos preparados para mais algumas "eventualidades" dessa magnitude, já que o Estado demonstra interesse em expandir a política de "aumentar o conteúdo nacional nos produtos eletroeletrônicos fabricados no Brasil".

O que eu vejo, entretanto, é uma nova tentativa de reproduzir a política de industrialização da década de 1930, com a restrição de estarmos num mundo extremamente globalizado, impossibilitando uma autonomia da produção nacional. Há quase um século tal política teve seu momento de glória, mas será que isso voltará a acontecer?


15.6.11

Opinião em Foco: Temas que agradam nossos visitantes!

Yo, leitores assíduos e visitantes!

Depois de uma semana tentando entender que tipo de pessoas visitam esse blog, resolvi "me render" e perguntar, mais uma vez, diretamente a vocês. Por que isso? Bem, eu esperava um tipo de padrão bem diferente do que encontrei e isso me intrigou: "afinal, a quem está interessando as minhas postagens?!" 

Juro a vocês que essa pergunta tem me perseguido em todos os momentos do meu dia a dia... rsrs

Realizada entre a última semana de Maio e a primeira de Junho, a enquete sobre quais assuntos interessam e/ou ocupam maior parte do tempo de nossos visitantes, é verdade, não teve tantos votos, mas acredito que dê para revelar uma parte significativa das preferências dos leitores do blog. 

1º) Música - 5 votos - 62%
2º) Economia - 4 votos - 50%
3º) Política - 3 votos - 37% 
4º) Meio-Ambiente - 2 votos - 25%
5º) Outros - 1 voto - 12%

Além desses, as opções "Esportes" e "Automotivos" também participaram da votação, mas ambas não receberam votos. Como a enquete permitia que fossem escolhidas mais de uma opção, a soma das porcentagens é maior que 100%.

Não sei se influenciada pela época em que foi realizada, mas o resultado da enquete mostra um público mais maduro e preocupado com assuntos "reais" e, como a maioria da população mundial, que tem uma paixão por música. Bom, e onde estaria o problema disso? Esse mesmo público estaria mais interessado em postagens relevantes para o cotidiano real e não-virtual, um viés, entretanto, que esse blog tem seguido - isto é, a maioria das postagens é sobre o mundo de animes/mangás -, seja pela minha "saturação" de temas reais devido ao desenvolvimento de meu TCC (aka monografia da faculdade) e/ou maior proximidade recente de temas e outros blogs otakus.

Justamente por isso, em vez de uma simples enquete que, por definição, restringe as opções e opiniões mais elaboradas, me propus a abrir esse espaço a fim de uma maior discussão. Peço, então, que deixem seus comentários nesse post informando quais assuntos "chamariam" vocês a acessar este humilde e recente blog!

Outra coisa, gostaria a ajuda de vocês para divulgar essa postagem em especial!!! Como falei anteriormente, ultimamente estou extremamente focado em minha monografia, aproveitando as "folgas" para me divertir no mundo otaku... mas em breve terei bastante tempo disponível e pretendo me dedicar bem mais ao blog, diversificando as postagens ao máximo que meus conhecimentos permitirem, que sempre foi a proposta inicial do Yon-Koma.

E, nesse sentido, a ajuda de vocês será fundamental para me ajudar a "guiar" o blog. Espero os comentários de vocês, ok? \o/

11.6.11

Yokoso, 07-Ghost!

Nada mais sensato que começar o post com a representação dos 07-Ghosts
 

Aproveitando a onda de lançamentos que a Panini vem trazendo ao nosso mercado de mangás, venho aqui trazer pra vocês uma breve resenha daquele que, talvez, seja o mais "mal representado" por sua adaptação televisiva, embora seja uma obra de qualidade bem acima da média.


     A HISTÓRIA     

 Somos apresentados à Academia Militar, instituição responsável pela formação de militares "especiais" do reino de Basburg. Lá, nos deparamos com o jovem Calvin Teito Klein, um ex-escravo e prisioneiro de guerra que sofre bullying discriminação dos companheiros por não pertencer a uma família nobre, ao mesmo tempo que, devido a sua extraordinária habilidade de combate, se tornou o aluno preferido do comandante da Academia. Em meio a toda essa pressão, Teito consegue encontrar um pouco de paz nos momentos que passa com seu único amigo, Mikagi.

A estória começa na etapa final do treinamento para se tornar um Begleiter - "assistentes de oficiais superiores do exército imperial" de Basburg. Mostrando todo o potencial  que possuem, os amigos são aprovados no exame. Entretanto, logo após conseguir o título, Teito escuta uma conversa entre o General Ayanami e o Comandante Mirok a seu respeito e sobre o Olho de Mikhael. Neste momento, nosso protagonista tem um breve flashback e descobre que o tal General foi responsável pela morte de seu "pai". Embebido em raiva, Teito tenta atacar Ayanami, mas é neutralizado antes de obter êxito, sendo aprisionado e posto sobre custódia.

  Mesmo sob o risco de pena de morte, Mikagi parte em resgate de Teito, mas, chegando lá, o rapaz já se encontrava em rebelião. Juntando o útil ao agradável, ambos partem em fuga da Academia. Na hora H, entretanto, Teito não aceita envolver ainda mais o amigo nessa confusão - que será o pano pra manga da história - e, numa breve e discreta despedida, os amigos se separam.

Como não poderia deixar de ser, Teito é atacado durante a fuga e sofre ferimentos consideráveis, assim como o veículo utilizado por ele. Apesar disso, ele consegue fugir da Academia Militar, mas não para tão longe, o que daria espaço para uma fácil recaptura... se não fosse seu "encontro" com alguns bispos (que se mostrarão importantes no decorrer da trama) do Mosteiro Basburg - uma região controlada pela igreja e, por isso, fora dos limites do governo imperial.

 E fim... pelo menos do primeiro capítulo desse volume! Diferente da maioria dos mangás, 07-Ghost nos mostra as evidências de (quase) tudo que servirá para o desenvolvimento básico da história em apenas um tankohon, o que é muito útil para aqueles que terão o primeiro contato com a obra. 

A cada novo volume a história vai se condensando e a cada nova resposta, uma (ou mais) novas perguntas são postas em jogo, tática que serve para prender o leitor sem tornar a leitura tão desgastante. Política, guerra, religião e, sobretudo, amizade são misturados à trama e dão um tempero especial ao desenrolar da estória de Teito Klein!



     A VERSÃO BRASILEIRA     

Constando no checklist de maio da editora Panini Comics, 07-Ghost (lê-se Seven Ghost) foi lançado: no padrão pocket, com sentido de leitura original, sem as páginas coloridas*, em tankobon (200+ páginas), com glossário e periodicidade bimestral.

A tradadução e adaptação ficaram nas mãos da Karen Hayashida e Beatriz Berto, respectivamente. O resultado final, como é de se esperar do trabalho dessa dupla, foi excelente. Como subtítulo, por exemplo, foi adotado "Sete Espectros", evitando uma simples repetição do título. 

Só pra não poder dizer que está perfeito...

Encontrei um errinho logo no começo do mangá (uma vírgula a mais na contra-capa) e um possível equívoco na página 99 (o verbo "comer" está no plural, mas, provavelmente, deveria estar no singular). Como entendo nada de edição, só posso comentar que achei estranha a "borda branca" do texto na página 130, mas como é uma página de fundo preto com algum texto, torna-se apenas uma mera questão visual mesmo.

A única coisa que me incomodou um pouco mais foi a sinopse que escolheram colocar na capa de trás do mangá... acho que poderia ser um texto melhorzinho, ou nem ter (na imagem anterior, a Panini substituiu os códigos de barra pela pequena sinopse). Como ponto positivo, a Panini manteve as imagens diferentes para as capas da frente e do verso.

* Em conversa com Karen Hayashida, tradutora do mangá, fui informado que no tankobon japonês todas as páginas do mangá estão em P&B (preto e branco), inclusive aquelas que haviam sido publicadas em cores na revista Monthly Comic Zero Sum, da editora japonesa Ichijincha. Estas ilustrações coloridas foram deixadas apenas como extras, não fazendo parte da história em si. Logo, temos uma fidelização da Panini à publicação original.


     MANGÁ vs. ANIME    


Particularmente, conheci a série 07-Ghost através do anime exibido na temporada de abril de 2009. Apesar de ter achado o anime morno, o plot me chamou bastante atenção e, desde o fim da série televisiva, passei acompanhar o mangá via scans. E foi uma das melhores coisas que já fiz, hehe.

Pelo que pude ver internet a fora, o anime causou diversas impressões. Como no meu caso, algumas pessoas gostaram da idéia do anime e buscaram conhecer a série mais a fundo. Outras, geralmente o público feminino, passou a ver possibilidades de insinuações shounen-ai (principalmente devido a série ser um josei com traço bi-shounen) e, devido a esse rumor, outra parte do público passou a olhar a série com olhos preconceituosos, mesmo gostando do que tinha assistido. E, claro, teve aqueles que simplismente não criaram afinidade com o anime.

Mas, como falei logo no início dessa postagem, 07-Ghost é um título que teve uma adaptação deficiente para a versão anime. Para se ter uma idéia, cada capítulo do mangá foi transformado, em média, em dois episódios do anime, quando geralmente a adaptação é feita "um a um". Apesar da história do anime ter avançado até parte do volume 5, alguns capítulos foram deixados de lado e/ou "mutilados".

Por exemplo, os cinco capítulos do volume 01 (já lançado aqui pela Panini) foram adaptados em oito episódios, o que dá aquela sensação de enrolação... rs


     CONSIDERAÇÕES    

Apesar do meu próprio fandom, já tive provas que 07-Ghost pode agradar a gostos distintos e a pessoas que buscam coisas distintas em um mangá. E, apesar disso, mesmo com algum clichê nos volumes iniciais (bem executado, diga-se de passagem), as mangakás conseguem mostrar a que vieram!

Dentre a enxurrada de títulos que estão sendo lançados e prometidos para esse ano, recomendo deixarem um espacinho reservado para 07-Ghost.


     RELEASE    

 
07-GHOST #01
Mangaká: Yuki Amemyia & Yukino Ichihara
Total de volumes: 11+
Editora:  Panini Planet Mangá
Gênero: Josei - Drama, Fantasia, Comédia
Formato: Tankobon, 13 x 18 cm 
Periodicidade: Bimestral
Preço: R$ 9,90

21.5.11

Nas Bancas: De 10/05 a 19/05


 Mais uma vez estou vindo aqui não para postar as matérias planejadas (mas que me consumiriam um tempo que não ando tendo). Em vez disso, inicio mais uma nova seção do blog, a "Nas Bancas".

Como o título sugere, as postagens dessa seção serão destinadas aos lançamentos de mangás que ocorrerem dentro do período destacado. A intenção era ter periodicidade semanal, mas como o tempo nem sem deixa, resolvi escrever a cada 10 (dez) dias.

Pra que essa seção? Bom, apesar dos checklists divulgados pelas editoras alô NewPOP e Conrad informarem o que sairá em determinado mês cof cof cof, nem sempre sabemos quando esses mangás chegarão de fato às bancas. Podem haver atrasos, adiantamentos, remanejamentos ou qualquer outro fator e isso geralmente nos faz dar "boas" idas e vindas às bancas. E eis a função (ou uma delas) dessa seção!

Dito isso, vamos ao que interessa!

 
SABER MARIONETTE J #02
Mangakás: Satoru Akahori e Yumisuke Kotoyoshi
Total de volumes: 05 
Gênero: Shounen - Aventura, Comédia, Ecchi
Editora: JBC Mangás
Formato: Tankobon, 13,5 x 20,5 cm 
Periodicidade: Mensal
Preço: R$ 10,90



Eis aqui o mais novo lançamento da Editora JBC! Chegando às bancas no mês de abril, "Saber J" é um dos poucos "mangás clássicos" publicados recentemente no mercado brasileiro, e que veio para atender aos clamores de toda uma geração (que teve acesso ao anime exibido na extinta Locomotion). Talvez seja um título com um baixo número de vendas, mas que serve para chamar a atenção de uma parcela importante do público.

Apesar de não gostar muito dos gêneros dessa obra, e deixando de lado o meu fandom para com os títulos da década de 90, acho bem interessante por envolver sutilmente várias outras questões do mundo real.

Primeiro, tem a questão da homossexualidade. Não, não é nenhum yaoi, BL ou shounen-ai. Mas como a estória se passa num mundo onde não existem mais mulheres, o normal é que haja algum tipo de relação entre homens. Entretanto, e é importantíssimo destacar, este fato é apenas mencionado (e logo no primeiro volume) no mangá, nada mais é mostrado nessa questão.

Por se tratar de um mangá shounen, o autor logo direciona-nos a um rapaz que é excessão ao pensamento dominante na época: ele não sente atração por homens, muito pelo contrário, ele é "apaixonado" por um retrato da... bom, como seria spoilerZÃO revelar, digamos apenas que é o retrato de uma mulher!

E isso é o maior tormento para o seu vizinho e amigo Hanagata, uma das partes cômicas da história, que tenta a todo custo dar uns pegas no pobre (literalmente xD) Otaru (protagonista). As coisas só fazem piorar pra Hanagata quando as 3 (três) marionetes, Lime, Cherry e BloodBerry entram na vida do nosso protagonista...


Em segundo, temos o plano de fundo do mangá, as relações políticas. A história começa num planeta chamado Terra II, que foi dividido em 6 (seis) nações. Anos após essa divisão, a nação comandada por Fausto, Gartlant, quer conquistar todas as demais, a fim de unificar o planeta. É aí que entram Otaru e as "Garotas Marionetts" para atrapalhar os planos do ditador...

Considerando o que li até agora (volume 1) e o que lembro do anime, ainda há muita coisa por trás dessa estória e é o que dará certo charme ao enredo.

Temos, ainda, a questão do papel da mulher na sociedade. Ressalto que o mangá tem quase 2 (duas) décadas e que este tema não estava tão "resolvido" como hoje. Enfim, é através das marionetes (no mangá todas são "mulheres") - utilizadas para afazeres domésticos ou para satisfazer os desejos de seus mestres - que os mangakás tentam criticar tal  imagem de subordinação.

Como ja dito, tudo é discutido de forma camuflada, de modo que o leitor sem uma percepção crítica sobre a obra deixaria tudo isso passar, principalmente aqueles distraidos com os peitos seios, tá, eu sei em várias páginas do mangá.

A história, ao que parece, será um pouco corrida, mas todos os personagens que têm alguma influência na trama devem ter algum desenvolvimento. Mesmo com todo o fanservice, ecchi e, às vezes, um pouco de comédia forçada (lembre-se de quando a obra foi feita...), eu recomendo a leitura do mangá Saber Marionette J e, se possível, que vocês assistam aos animes (Saber J e Saber J to X)!
 
Desculpem ter me alongado tanto, mas como não encontrei resenha recente com pontos de vista semelhantes aos meus, preferi deixar bem claro o que acho da obra. Provavelmente, a cada novo "Nas Bancas" eu escolherei um título para falar mais detalhadamente sobre.


GA-REI #03
Mangaká: Hajime Segawa
Total de volumes: 12
Gênero: Shounen - Sobrenatural, Ação, Drama, Ecchi
Editora: JBC Mangás
Formato: Tankobon, 13,5 x 20,5 cm 
Periodicidade: Mensal
Preço: R$ 10,90


TSUBASA RESERVOIR CHRONICLES #52
Mangaká: CLAMP
Total de volumes: 56
Gênero: Shounen - Mistério, Ação, Fantasia, Romance
Editora: JBC Mangás
Formato: Meio-tankobon, 12 x 18 cm 
Periodicidade: Mensal
Preço: R$ 6,90

 
 ROCKIN' HEAVEN
Mangaká: Mayu Sakai
Total de volumes: 08
Gênero: Shoujo - Romance, Escolar
Editora: Panini - Planet Mangá
Formato: Tankobon, 13,7 x 20 cm 
Periodicidade: Bimestral
Preço: R$ 9,90



D.GRAY-MAN #16
Mangaká: Katsura Hoshino
Total de volumes: 21+
Gênero: Shounen - Aventura, Ação
Editora: Panini - Planet Mangá
Formato: Tankobon, 13,7 x 20 cm 
Periodicidade: Bimestral
Preço: R$ 9,90




RANMA 1/2 #20
Mangaká: Rumiku Takahashi
Total de volumes: 38
Gênero: Shounen - Comédia, Romance
Editora: JBC Mangás
Formato: Tankobon, 13,5 x 20,5 cm 
Periodicidade: Mensal
Preço: R$ 10,90



SAINT SEIYA - THE LOST CANVAS #21
Mangakás: Masami Kurumada e Shiori Teshirogi
Total de volumes: 22+
Gênero: Shounen - Aventura, Ação
Editora: JBC Mangás
Formato: Tankobon, 13,7 x 20 cm 
Periodicidade: Bimestral
Preço: R$ 12,90



GEN - PÉS DESCALÇOS #01
Mangaká: Keiji Nakazawa
Total de volumes: 10
Gênero: Bibliográfico, Drama
Editora: Conrad
Formato: Tankobon, 14 x 21 cm 
Periodicidade: ---
Preço: R$ 24,90



Apenas uma observação antes de finalizar o post. Devido à inconstância na distribuição na maioria das editoras, estou levando em conta a "Fase 01", que engloba os estados de São Paulo e Rio de Janeiro e as capitais das Regiões Metropolitanas.


28.4.11

Preço Justo: Para quem?

Antes de começar a debater um pouco das questões econômicas (deixadas de lado, vale destacar) envolvidas no tema deste post, gostaria de salientar que tentarei resumir, enxugar, ao máximo o conteúdo, visto que per se trata-se de uma questão bem ampla. Então, qualquer dúvida ou crítica a alguma passagem do texto, por favor, peço que deixe de forma clara e educada nos comentários que tentarei esclarecê-las dentro de minha perspectiva do assunto.

Dito isto, vamos ao que interessa!

Na madrugada entre esta quarta-feira (27) e quinta-feira (28), estourou no Twitter (ou pelo menos na minha timeline) vários tweets com a hashtag #PrecoJusto pedindo apoio à campanha homônima. Procurando a fonte dessa campanha, acabei encontrando o vídeo responsável por toda essa movimentação no microblog. 

Minha primeira impressão foi exatamente a que o blog Mais de Oito Mil iniciou sua postagem sobre o assunto: que "porra" é essa?! Devo destacar que a exclamação não foi (apenas) acerca do conteúdo discutido, mas a forma que se buscou tansmitir a mensagem. Mas enfim, este é o fator de menor importância no decorrer do post.

Mas, do que se trata a tal Campanha do Preço Justo? Segundo o site oficial, "tem o objetivo de enviar para Brasília a nossa insatisfação e revolta. Nele, basta você assinar com seu nome, email e CPF que nós tomaremos todas as medidas necessárias para que enxerguem nossa manifestação e, assim, possamos sair da Internet para conseguirmos uma lei". Ou seja, ao menos nessa primeira parte, não há proposta alguma sendo esclarecida ao público, muito menos indicando quais medidas estão sendo defendidas. Então, como saber se o manifesto é do seu interesse? E, além disso, informar TODOS os seus dados (afinal, é isso que o CPF contém) como pessoa física sem que o site seja, pelo menos, reconhecido como seguro pelo navegador? Não, obrigado.

Mais especificamente, pretende-se barganhar uma espécie de isenção fiscal (não cobrança de tributos) sobre "produtos de mídia e eletrônicos como DVD’s, BluRays, Videogames, Jogos, iPads, iPhones, iPods e tantos outros exemplos". É isso que a campanha chama de "informação sem imposto". Mas algo me parece errado: nenhum dos ítens citados podem ser considerados como produtos "de base" (ou necessários) para se conseguir informação, no sentido mais rigoroso da palavra. Todos aqueles bens fazem parte da categoria "produtos de luxo". Aliás, DVDs e BRs, que talvez não possam entrar nesta última categoria, são bastante acessíveis até para as classes menos favorecidas, onde a parcela cabe no orçamento sem grandes problemas... e eis de onde veio um dos problemas recentes com a inflação.

Agora vamos esclarecer algumas coisas não ligadas aos tributos, por ora. Primeiro, é sabido que o "garoto propaganda" da campanha é patrocinado por algumas empresas. Como pode ser visto no blog ImprenÇa, e no próprio site do #PreçoJusto, há um jornal eletrônico destinado apenas a notícias para Ipad por trás da campanha. E isto já diz MUITO sobre o movimento em si. Segundo, já existe uma lei de incentivos a produtos de informática, conhecida como Lei da Informática, aprovada em 2004 para perdurar por 15 anos, ou seja, até 2019! E a abstenção de tributos (federais) sobre esses ítens chega a até 95% do valor que seria pago. Quem não tiver paciência para ler a lei em si, sugiro este e este sites para uma boa compreesão do que ela trata. 

Por último, temos ainda o locus político que esta campanha atinge: a classe média. Esta diretriz fica óbvia ao se observar que os ítens de "acesso às informações" não são aqueles tradicionais (computadores, notebooks, internet banda larga etc.), mas o desejo de consumo da classe média brasileira que "rala" para poder comprá-los, diferentemente da classe baixa que não tem condições para tal ou dos ricos, para quem o valor destes produtos são irrisórios. E isto é importante? Sim, afinal, o Governo vai querer favorecer à classe média em detrimento dos pobres?

Contudo, devo deixar claro que considero importante a manifestação social por um motivo comum, desde que objetive-se um bem maior para a população brasileira e não apenas para um nicho, quer social ou empresarial.

  • Teoria Econômica da Tributação, por Diamond e Mirrlees
 Há poucos dias, curiosamente, o polêmico economista Paul Krugman publicou no blog do Estadão uma opinião que considerei acertada, mas que nunca pensaria em citá-la em algum texto. Pensei errado. Para iniciar a discussão sobre impostos e contribuições é importante que tenhamos em mente que "eles [os tributos] não existem principalmente como maneira de induzir um menor consumo privado, embora às vezes tenham esse efeito; eles estão aí para assegurar a solvência do governo".

Dado este esclarecimento e considerando que o fato da existência de financiamento de um governo, per se, gera distorções no sistema econômico, reduzindo-se a eficiência, deixe-me esclarecer a base do modelo teórico sobre tributação ótima. De acordo com o modelo de D&M, a "estrutura de tributação ótima resultante é aquela em que os bens consumido de forma intensiva pelos agentes mais pobres devem ter uma redução prporcional na demanda menor que a média ... devido ao grau de preocupação da sociedade com os agentes mais pobres e às diferenças entre os padrões de consumo entre ricos e pobres". Sintetizando, os bens mais consumidos pelas famílias de baixa renda devem ser tributados menos intensamente e, por analogia, os bens de luxo (e ainda aqueles de menor sensibilidade aos preços) devem ser tributados de modo mais intenso.

Se os tributos não incidirem sobre o consumo mais supérfulo, sobre o que Governo deve coletar sua receita? Tributando a cesta básica?! Acredito que não.

  • Noções de Financiamento Público
A Constituição brasileira em vigor define as competências tributárias para cada ente da federação do Brasil (união, estados, Distrito Federal e municípios), bem como a "dependência tributária" hierárquica de cada um desses entes. Assim, é importante saber quem tributa o quê, e quem fica com a receita de determinado tributo.

Partindo da hierarquia máxima, temos a União. Este ente é responsável pela arrecadação do Imposto de Renda (IR), do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), dos Impostos de Importação (II) e de Exportação (IE), do Imposto sobre Território Rural, (ITR) da Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), da COFINS e do PIS/PASEP. 

Como já dito anteriormente, a "Lei da Informática", em média, reduz a receita do IPI, PIS, PASEP e COFINS em mais de 80%. Nesse sentido, temos ainda que a União é obrigada a repassar 44% do IPI e 44% do IR para estados (21,5%) e municípios (22,5%), bem como o ITR é repassado integralmente a estes entes (50% para cada), enquanto que parte do IOF (70% do IOF-Ouro) é repassado apenas para os municípios.

De forma análoga, os Estados são responsáveis pela arrecadação do ITBD, do ICMS e do IPVA, tendo por obrigação repassar aos municípios 25% do ICMS, 50% do IPVA e 25% do IPI referente à exportação recebido da União. Já os municípios têm competência de arrecadação do IPTU, do ISS e do ITBI.

Esta seção tem por objetivo mostrar que uma desoneração tributária em setores cujos produtos podem ser considerados de baixa necessidade acarretará fenômenos em cascata, prejudicando o desempenho (muitas vezes já precário) de estados e municípios. E isto se refletirá na oferta dos serviços públicos diretos, como saúde, educação, assistencialismo, segurança, transporte, abastecimento de água e esgoto, além dos investimentos em infraestrutura, qualidade de trabalho interno do setor público, e flexibilidade em dar incentivos aos setores realmente importantes.

  • Comentários Finais
Em economia há sempre uma escolha a ser feita (trade-off), geralmente rondando entre a eficiência e a equidade. Para conseguirmos isentar certos produtos de tributos há a necessidade de se procurar outra fonte de financiamento para o setor público. Mas será que essa nova "fonte de renda" do Governo é socialmente aceita?

Esta campanha é a melhor solução? Ao invés de uma manifestação que levará assinaturas eletrônicas para tão longe do espaço político de atuação de cada cidadão, porque não incentivar a  cobrança de mais e melhores  ofertas de bens públicos, garantidos pela lei-mor do país? Instrumentos nós temos: o pagamento de impostos e de taxas de serviços públicos, bem como a liberdade de escolha de nossos líderes graças à democracia.

Contudo, se após tudo aqui discutido o desejo de reivindicação ainda for o mesmo, deixo de lembrança uma frase famosa entre os estudantes, professores e pesquisadores em economia do setor público e que resume todo esse post:

"Não existe almoço grátis".

21.4.11

Inflação vs. Taxa de Juros: Onde vamos parar?

Na véspera do feriado da semana santa, o Banco Central do Brasil, em reunião do COPOM, decidiu aumentar a taxa básica de juros da economia (Taxa SELIC) em 0,25 pontos percentuais, elevando-a para 12% ao ano.

A justificativa é que "considerando o balanço de riscos para a inflação, o ritmo ainda incerto de moderação da atividade doméstica, bem como a complexidade que ora envolve o ambiente internacional, o Comitê entende que, neste momento, a implementação de ajustes das condições monetárias por um período suficientemente prolongado é a estratégia mais adequada para garantir a convergência da inflação para a meta em 2012."

A inflação. O relatório Focus (realizado pelo próprio BC) do último dia 15/04 mostra que o mercado acredita que o nível de preços da economia só tende a subir. E isso se confirma nos resultados do IPCA, divulgados pelo IBGE. Segundo publicação do dia 07/04, a variação média de preços em março foi praticamente a mesma do mês anterior. Comparando com o mesmo período de 2010, houve um crescimento de mais de 50%!

Outro ponto a se destacar é que, apesar dos esforços recentes do Governo para controlar a inflação, a expectativa do mercado em relação à inflação continua a crescer. É verdade que a previsão para a inflação de 2012 é inferior a deste ano... mas o que se observa é uma tendência ascendente nos valores esperados.

O cenário interno. Aqui, temos um tripé formado pelos gastos do setor público, pelas despesas das famílias e pelo investimento. O primeiro não cabe às autoridades definir. O consumo das famílias, como vem sendo discutido desde 2010, é um dos componentes que segurou o crescimento brasileiro durante a crise de 2008. Entretanto, este consumo cresceu a tal ponto que está desestabilizando a economia... há mais pessoas querendo comprar que disponibilidade de produtos. Os grandes responsáveis foram a própria crise externa, por afetar a percepção e as expectativas nacionais, o barateamento do crédito à pessoa física (classe média) e a constante valorização real do salário-mínimo (classes D e E). E, por fim, o investimento... com a fuga de capitais entre 2008-09, o investimento nacional não avançou, deixando a oferta nacional de bens e serviços  do mesmo tamanho, apesar da demanda estar sempre crescendo, contribuindo para a trajetória crescente da inflação.

O dólar. Como dito anteriormente, a crise internacional recente foi caracterizada, no Brasil, pela fuga de capitais (nacionais e estrangeiros) para os EUA. Pode parecer contraditório, mas dada a situação, para os detentores de capitais, o país mais seguro para aplicarem suas reservas era aquele que iniciou todo o desastre! Mas passado o choque inicial, e frente ao bom desempenho do sistema financeiro brasileiro apesar da crise, o fluxo de capitais externos (não só dos EUA) se intensificou bastante pelas diversas vias, como compra de títulos do governo, ações de estatais, investimento direto e captação por parte dos bancos nacionais de recursos mais baratos*.

Somado a isso, durante o período da crise, o Brasil deveria ter sofrido uma forte desvalorização do Real, contudo, o BC utilizou de suas reservas de dólares "públicos" para manter uma taxa de câmbio aceitável, o que tornou o Brasil um país ainda mais atrativo como "porto seguro".

As consequências de nossa boa performance estão visíveis desde o segundo semestre do ano anterior, quando se começou a elevar as alíquotas do IOF - imposto que incide sobre as operações financeiras - para transações externas. Isto é, há muito capital disponível no Brasil, o que pressiona a demanda por bens, serviços e ativos de forma geral. Isso, por conseguinte, pressiona a inflação para cima.

COMENTÁRIOS
As autoridades monetária e fiscal estão subestimando o mercado. Esta é a minha visão dos acontecimentos recentes. Mudanças pequenas e já incorporadas à percepção dos agentes de nada adiantarão para alterar o quadro em que a economia brasileira se encontra. Até agora, as medidas de reforço macroprudenciais foram as únicas que podem vir a servir como um colchão, mas dada a magnitude dos efeitos da inflação, da taxa de juros e da taxa de desemprego vigentes, esse amortecedor não surtirá efeito.

Na minha visão do Brasil, eu sugeriria uma política mais discricionária, isto é, focalizando em cada setor específico determina ação. No caso dos juros, não acredito que a elevação da Selic e, consequentemente, das taxas de juros cobradas em empréstimos e financiamentos, vá limitar a expansão da demanda (consumista) interna. O boom do consumo das famílias está concentrado na dita "nova classe média", onde o crediário (seja por cartão de crédito, cheques ou carnê das lojas) é a principal fonte de "renda". Para essas famílias, e para aquelas que ainda estão chegando nessa classe, não importa quanto de juros está sendo pago, o que vale é se a parcela cabe no orçamento. Se antes o financiamento era em 5 ou 6 meses, agora as famílias ficarão endividadas por um período mais longo, de 10 a 12 meses, por exemplo.

Como comentei lá em cima no "cenário interno", o problema é como atender a essa demanda antes reprimida, mas que agora cria um ambiente inflacionário! O Investimento, apesar de ser considerado parte da "demanda agregada", é a solução para a expansão da oferta e, segundo a teoria econômica, para o desenvolvimento sustentado da economia. A questão é que o investimento é muito, mas muito mais sensível à taxa de juros, e essa política de gradual elevação da Selic vai minando a possibilidade de mais investimentos, perpetuando a pressão inflacionária do lado da demanda das famílias.

O real valorizado de certo prejuducará às exportações e, no sentido contrário, favorecerá às importações. Por um lado, teríamos um aumento, mesmo que temporário, na oferta interna provocado pela entrada de produtos importados e pelo "desvio" de parcela daquilo que seria exportado. E isso poderia nos ajudar a reduzir o impacto da inflação. Uma moeda forte também possibilitaria as indústrias importarem bens de capital e se financiarem externamente, lembrando que as taxas de juros externas encontram-se abaixo do equilíbrio. No médio prazo, as forças do próprio mercado se encarregariam de encontrar um ponto ótimo na balança comercial (caso contrário, o governo possui as armas necessárias para contornar o déficit comercial).

Então... o que fazer? Acredito que uma política "curta e grossa" seria mais eficiente e eficaz no combate aos males que aflinge ao Brasil. Medidas "nas pontas" (voltadas para cada público específico) são minhas opções.

Afinal, como as coisas estão sendo levadas, parece que o responsável pelas políticas "anticíclicas" é o próprio mercado.

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* Este último canal vale uma maior atenção. A falta de solvência internacional gerada pela crise fez com que os países em geral reduzissem suas taxas de juros a níveis ínfimos, de modo que a remuneração dos capitais fosse baixíssima. Nesse cenário, o Brasil tornou-se (mais uma vez) o país com a maior taxa de juros real do planeta! Só que, dessa vez, com aspectos macroeconômicos mais consolidados e reconhecidos mundialmente. Assim, os bancos sediados no Brasil puderam captar recursos pagando baixas taxas de juros e emprestá-los - ou apenas aplicá-los - a uma taxa muito superior, elevando o já elevado spread bancário. E isso, per se, leva a arbitragem dos demais agentes econômicos.